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Antônio Campos de Abreu


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Deficiente
auditivo pode pagar menos por envio de torpedos
Agência Senado
Brasília, 01/07/2010
Projeto será
votado pela Comissão de Direitos Humanos e
Legislação Participativa (CDH)
Teresa Cardoso
Projeto que obriga
prestadoras de serviços de telecomunicações a
oferecer a portadores de deficiência auditiva ou
da fala planos com tarifas reduzidas para
mensagens de texto pode ser votado na próxima
semana pela Comissão de Direitos Humanos e
Legislação Participativa (CDH).
De autoria do
senador Flávio Arns (PSDB-PR), o projeto (PLS
238/08) tem parecer favorável do senador Cícero
Lucena (PSDB-PB) e, se aprovado, seguirá para o
exame da Comissão de Ciência, Tecnologia,
Inovação, Comunicação e Informática (CCT), para
decisão terminativa. O parecer de Lucena propõe
a aprovação da matéria com apenas uma emenda de
redação.
O texto a ser
votado estabelece que o usuário do serviço de
telecomunicação com deficiência auditiva ou da
fala tem direito a plano com tarifas reduzidas
para serviços de mensagem de texto, nas diversas
modalidades de pagamento.
Na justificação do
projeto, Flávio Arns diz que, ao longo dos anos,
o Brasil observa o gradual aumento da
participação das pessoas com deficiência nas
atividades sociais e setores produtivos. Isso,
em sua opinião, tem sido possível pela maior
oferta de recursos tecnológicos capazes de
reduzir as limitações dessas pessoas.
Arns menciona
especialmente a evolução da telefonia celular,
que permitiu ao portador de deficiência auditiva
ou da fala comunicar-se com desenvoltura,
sobretudo por mensagens de texto.
Com esse argumento,
o autor do projeto sustenta que o serviço das
operadoras de telefonia deve ser efetivamente
acessível ao segmento mais pobre da população,
com planos específicos, de baixo custo, a fim de
reduzir as dificuldades que ainda restringem o
acesso da pessoa com deficiência auditiva ou da
fala.
Relator do projeto,
Cícero Lucena reconheceu que o regulamento da
Agência Nacional de Telecomunicações já prevê a
obrigatoriedade desses serviços. Mas sublinhou
que a norma não é cumprida pelas operadoras,
motivo pelo qual a matéria precisa ser
disciplinada em lei ordinária. O que ele deseja
é tornar compulsório o cumprimento dessa norma.
Na opinião de
Lucena, a medida propiciará maior segurança
jurídica aos usuários que, diante de eventual
omissão das autoridades governamentais, poderão
acionar a justiça para exercer seus direitos. O
projeto altera a Lei 9.472/97, conhecida como
Lei Geral de Telecomunicações.
TVD é promessa de
mais recursos para os deficientes
JC Online
25/06/2010
STB da Netgem
revolucionou a forma com que surdos e cegos da
Europa vivenciam a TV
Da redação
Estudo divulgado
pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica (Abinee) prevê que até o fim deste
ano o brasileiro comprará 500 mil computadores a
mais do que televisores. São 10 milhões de
computadores contra 9,5 milhões de aparelhos da
velha e boa TV. Os dados apontam um futuro
próximo e convergente, mas a televisão aberta
ainda é a principal fonte de informação para o
brasileiro.
A reportagem do JC
OnLine procurou ouvir do Ministério das
Comunicações seus planos para inclusão dos
deficientes no que se refere à TV Digital (TVD).
A partir de dezembro, começam a ser feitas as
primeiras transmissões digitais da televisão
aberta no Brasil, e a adoção da tecnologia – a
exemplo do que já é feito em países como a
Inglaterra – facilita o uso de recursos como a
janela de libras, legendas, canais distintos de
áudio com controles de volume separados e áudio
descrições (uma voz que narra detalhadamente o
que acontece nas cenas e até a mudança de canais).
Imagine o que será
para um surdo acompanhar um telejornal, olhar
para a TV, ver a imagem de um avião subindo e
entender que aquela imagem não trata de uma
viagem de sonhos, mas de uma tragédia
recém-ocorrida. Ele estará recebendo a
informação ao mesmo tempo em que os outros da
sala, com traduções simultâneas em libras.
A experiência
também é estimulante para os cegos. "Foi como se
o mundo da TV tivesse se aberto para mim. Eu
vivo só e tenho baixa renda, então a TV é
entretenimento barato e também meu principal
meio de informação. Adoro novelas mas sempre
sentia que estava perdendo alguma coisa no final
das cenas, um pouco antes da música. Tipo o
olhar entre os personagens e por aí vai. Enfim
eu atingi um nível de igualdade com meus amigos
e família. Eles não precisam mais me ouvir
perguntando ao final do programa o que aconteceu",
destaca a inglesa Kirin Saeed. Ela tem uma caixa
receptora (STB) com recursos específicos para o
deficiente visual: a Netgem iPlayer. O serviço
de áudio descrição é opcional para o usuário,
podendo ser ativado e desativado, mas ainda é
recurso de poucas STBs.
Até o fechamento
desta matéria, o retorno do MC sobre os planos
para a inclusão dos deficientes com esta
tecnologia não passou de uma anedota. “É como o
ministro da Defesa diz... o Brasil mal tem
estrada e fica falando em TV digital”, disse,
entre risos, uma fonte do ministério. É verdade
que a televisão aberta como vemos hoje já pode
incorporar boa parte desses recursos. E, de
fato, leis como a 10.098 (19/12/2000), o decreto
lei 5.296 (2/12/2004), a norma complementar
01/2006 do MC e a norma técnica ABNT NBR
15290:2005 regulamentam a oferta de programação
acessível na TV.
Mas o que falta no
Brasil para que essas leis saiam do papel?
“Talvez um pouco mais de fiscalização efetiva da
programação e um posicionamento mais forte da
sociedade em relação à oferta de conteúdos
acessíveis”, analisa a engenheira de computação
Lara Piccolo, da diretoria de TV Digital do CPqD
– instituição que propôs o modelo de referência
do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) e
coordenou os trabalhos de pesquisa realizados
pelas universidades.
Quando o assunto
no Brasil é TVD, aliás, fiscalização (e
regulamentação) é algo muito complicado. Isso
porque a televisão aberta não é a única que
estará transmitindo esse conteúdo para o
telespectador. Há pelo menos cinco plataformas
digitais de acesso ao conteúdo de TV hoje: a
terrestre (ou aberta), além de cabo, satélite,
celular e internet.
Mas apesar da
tecnologia estar convergindo em diferentes
caminhos (TV, PC, celular...), a legislação de
comunicação brasileira continua segmentada. Na
abertura de um evento dirigido ao segmento da TV
por assinatura, no início deste mês, o
presidente da comissão de Ciência, Tecnologia e
Comunicação da Câmara, deputado Júlio Semeghini,
defendeu a adoção de uma única lei para os
setores de radiodifusão, telecomunicações e TV
por assinatura. Essa mesma lei também
contemplaria a produção e distribuição de
conteúdo. “Não dá para ter três leis; o mundo é
convergente”, declarou em entrevista à Agência
Estado.
Conheça as leis que podem tornar a sua TV
mais acessível:
Lei nº 10.098 de
19 de dezembro de 2000
Decreto nº 5.296 de 2 de dezembro de 2004
Norma Complementar
01/2006 do Ministério das Comunicações
Norma Técnica ABNT 15290:2005

Seminário Desafios na Educação de Surdos
Proposta do Evento:
-
Criar momentos de trocas das diferentes
possibilidades e peculiaridades da visão da
inclusão educacional e social nos ambientes
de ensino formal.
-
Apresentar a Pedagogia Surda e suas
perspectivas, dentro dos Estudos Surdos
Internacionais.
-
Apresentar as propostas do Atendimento
Educacional Especializado (AEE) em Sala de
Recursos Multifuncionais (SRM) e suas
realidades.
-
Proporcionar momentos de reflexão que
perpassam os assuntos abordados,
relacionados com a Comunidade Surda.
As inscrições poderão ser realizadas até 02
de Julho de 2010, no setor IPESA (Instituto de
Pesquisa em Acessibilidade), com a Carla ou
Mara, através do telefone 51-34779190, ou no
local.
Inscrições e/ou Informações pelo e-mail:
viniciusmartinsf@gmail.com ou ipesa@ulbra.br
Ministrantes
· Janie Gonçalves (Pelotas/Brasil) – Doutora
pelo Centro de Estudos Surdos da Universidade de
Bristol/Inglaterra – Atua no Departamento de
Letras Estrangeiras na Universidade Federal de
Pelotas e desenvolve projetos em Estudos Surdos
na região Sul de nosso Estado.
· Natalie Jackson (Bristol/Inglaterra) –
Graduanda em Deaf Studies (Estudos Surdos) do
Centro de Estudos Surdos da Universidade de
Bristol , Inglaterra. Atua com atendimento no
Family Deaf Centre e a Deaf School –
Colaboradora em projetos da Universidade de
Bristol como: Pitstop; Students Supporting
Street Kids; Jolidays.
· Ingrid Stümer (São Leopoldo/Brasil) –
Pofessora de Ensino Fundamental (Series Iniciais)
– Graduada em Normal Superior –Licenciatura –
Habilitação Magistério dos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental pelo Centro Universitário
Feevale – Graduanda do Curso EaD Letras/Libras –
Bacharelado pela Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) – Pólo UFRGS. Pós-Graduanda do
Curso de Especialização em Educação Especial
pela Universidade Federal do Ceará (UFC) –
Atendimento Educacional Especializado (AEE) em
Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) na Rede
de Ensino do Municipio de São Leopoldo/RS.
Publicado em sexta-feira,
julho 2nd, 2010 - 8:32 e classificado em
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Primeira turma de Libras

Por Helio Marques*
A Faculdade de Educação Superior do Paraná (Fesp),
de Curitiba, acaba de formar a primeira turma de
Língua Brasileira de Sinais (Libras). O curso
fez parte da grade curricular dos alunos de
Bacharelado em Sistemas de Informação da
faculdade, mas estudantes de outros cursos,
assim como pessoas da comunidade em geral,
também puderam participar. Quem perdeu a
oportunidade, poderá aproveitar no segundo
semestre, com turmas no período da manhã e da
tarde. A carga horária é de 36 horas. Segundo a
professora Priscila Soares Vidal Festa, o
objetivo da disciplina de Libras é capacitar os
ouvintes na comunicação com pessoas deficientes
auditivas.
______________________
Fonte:
Envolverde/Nota 10