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Geral |
30/01/2009 | 21h59min
Pioneiro oferece reportagem em texto, áudio e
Libras
Áudios e vídeos estão disponíveis
aos usuários
Para que os portadores de deficiência
tenham acesso à reportagem sobre as dificuldades
enfrentadas por eles para ter acesso à cultura
em Caxias do Sul, o Pioneiro oferece as
informações em áudio e na Linguagem Brasileira
de Sinais (Libras).
A jornalista da RBS TV Marisol Santos gravou o
áudio, para que cegos possam ouvir a reportagem.
Já para os surdos, estão à disposição vídeos com
a intérprete Mônica Duso de Oliveira
reproduzindo a matéria em Libras. Confira nos
links.
Leia a reportagem na íntegra no Pioneiro deste
final de semana.
—
Eles querem
diversão e arte
—
Filme nacional com
legendas
—
Ouvindo histórias
—
Sinais da fé e
religiosidade
—
O exemplo de Lucas
PIONEIRO.COM
Comentários
José Luiz Maineri Saores
Denuncie este comentário31/01/2009
19:23
Elogiável, sob todos os aspectos, a
abordagem do jornal Pioneiro a cerca
interesse de surdos ou cegos de participar
de eventos culturais, tais como, peças de
teatro ou filmes. Cumpre parabenizar o
jornal por chamar a atenção da população
para o descaso dos õrgãos governamentais
competentes. Iniciativas deste quilate podem,
realmente, começar a modificar o
posicionamento das pessoas.
-
É preciso derrubar
barreiras que impedem cegos e surdos de apreciar, a
sua maneira, livros, peças de teatro, cinema, museus
e dança.
-
Lucas Borba, 17 anos,
cego. Porém, possui um computador equipado com
vários sistemas adaptados para a sua deficiência.
-
Facilitar o acesso
desse público ao cinema brasileiro faz parte da
campanha Legenda Nacional, organizada por surdos e
auditivos.
-
A professora
aposentada Leda Cristina Caberlon Fontana, 61 anos,
ficou cega acometida por uma doença. Mas se apegou à
literatura e ajudou a elaborar uma lista de
audiolivros.
-
A Catedral Diocesana é
pioneira em realizar missas para surdos. O trabalho
realizado por voluntários acontece todos os domingos,
às 19h.
-
Cegos e surdos afirmam
que promover a inclusão desse público depende da boa
vontade e não apenas de leis ou grandes
investimentos.
-
Conheça algumas
curiosidades para quem não é totalmente cego, livros
falados e audiolivros mais baratos, computador
adaptado, além de como buscar capacitação na região.
-
Matéria - Abre
-
Matéria - Exemplo de
Lucas
-
Matéria - Filme
nacional
-
Matéria - Ouvindo
histórias
-
Matéria - Sinais da fé
-
Matéria - Os caminhos
da inclusão
-
Matéria - Saiba mais
-
Matéria - População
31/01/2009 | N° 10335
REPORTAGEM
Ouvindo histórias
Se houvesse uma distinção para a maior leitora
de audiolivros de Caxias, a vencedora do prêmio
seria a professora aposentada Leda Cristina
Caberlon Fontana, 61 anos. Ela é a prova de que
investir na inclusão cultural de cegos e surdos
traz resultados.
Leda ficou cega acometida por uma doença. Adepta
da leitura, tentou manter-se perto dos livros
por meio do braile, mas achou difícil. No início
de 2008, descobriu que a Biblioteca Pública
Municipal tinha um acervo de audiolivros. Era o
que faltava para preencher as horas vagas. Leda
associou-se de imediato e, em poucos meses,
“leu” todas as obras disponíveis.
– Eu viajo nos livros, me coloco no lugar dos
personagens, leio em silêncio, no quarto,
deitada – conta.
Seu apego à literatura serviu para que fosse
procurada pela biblioteca no final do ano
passado. Ela ajudou, com outros cegos, a
elaborar a lista de audiolivros que serão
adquiridos nos próximos meses.
A professora acha um desperdício a pouca
frequência de deficientes visuais na biblioteca.
Segundo a coordenação do projeto, a média de
retirada é de um livro por semana. Leda acredita
que isso acontece porque falta estímulo à
leitura como um todo.
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il
CONTRIBUTO DI
antonio campos de abreu |